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A Estð"‰tica De Baumgarten E Kant

Essay by review  •  December 18, 2010  •  Research Paper  •  1,193 Words (5 Pages)  •  1,487 Views

Essay Preview: A Estð"‰tica De Baumgarten E Kant

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Dos problemas e filÐ"Ñ-sofos apresentados nesta apostila, optamos por realizar uma reflexÐ"Јo conceitual das idÐ"©ias de Kant e Baumgarten relativas Ð" EstÐ"©tica. Tal o fazemos, por considerarmos que neste perÐ"­odo, se produz os elementos teÐ"Ñ-ricos que vÐ"Јo instituir conceitualmente esta Ð"ÐŽrea de conhecimento dentro da esfera filosÐ"Ñ-fica e, alÐ"©m disso, por esta temÐ"ÐŽtica ser um tema candente na Filosofia contemporÐ"Ñžnea, sobretudo em razÐ"Јo das produÐ"§Ð"µes de Nietzsche e Kierkegaard.

Primeiramente buscaremos conceituar a origem do termo, buscandor diferencia-la de arte (confusÐ"Јo comum) e logo a seguir, iremos analisar as produÐ"§Ð"µes de Kant e Baumgarten relativas ao tema e ilustrar alguns questionamentos crÐ"­ticos feitos contra tal concepÐ"§Ð"Јo.

Para iniciarmos tal caminhada, Ð"© necessÐ"ÐŽrio destacar, que o significado dos termos Ð'« arte Ð'» e Ð'« estÐ"©tica Ð'» sÐ"Јo extremamente variados, e sua elucidaÐ"§Ð"Јo requer precisÐ"Јo. Ambos os termos nÐ"Јo podem separar-se do marco de consideraÐ"§Ð"Јo respectivo em que sÐ"Јo por sua vez utilizados como objeto de explicaÐ"§Ð"Јo e como fundamento da explicaÐ"§Ð"Јo mesma.

O termo Ð'« arte Ð'» delineia um caso especial de ambiguidade. NÐ"Јo sÐ"Ñ- Ð"© utilizada para denotar uma habilidade, como tambÐ"©m o produto de alguma habilidade ; tambÐ"©m Ð"© utilizada em um sentido amplo e em um sentido restrito. Em, seu sentido amplo, Ð'« arte Ð'» se refere a qualquer habilidade humana, quer seja poder ( o saber) : escrever um poema, fazer um par de sapatos ou predizer uma eclipse.

Em seu sentido restrito, por sua vez, Ð'« arte Ð'» define certa classe especial de habilidades ou produtos (as obras de arte), tais como a pintura, os espetÐ"ÐŽculos teatrais, a mÐ"Ñ"sica, a danÐ"§a, etc, e a capacidade tÐ"©cnica para desenhar, compor ou executar semelhantes artefatos.

A palavra grega tÐ"©chne designava no sÐ"©culo IV A.C. uma idÐ"©ia aproximada ao sentido contemporÐ"Ñžneo atualmente utilizado, ou seja, como sendo um tipo particular de habilidade. Em diversos diÐ"ÐŽlogos platonicos hÐ"ÐŽ distinÐ"§Ð"µes terminolÐ"Ñ-gicas que muito tempo depois, a partir da preocupaÐ"§Ð"Јo teÐ"Ñ-rica pelas prÐ"ÐŽticas artÐ"­sticas no sÐ"©culo XVIII, foram utilizadas a fim de promover a gradual emancipaÐ"§Ð"Јo das belas artes e outras atividades intelectuais.

A luz de nossa pesquisa, depreendemos que o termo Ð'«belas artesÐ'» surge preponderamente no inÐ"­cio do sÐ"©culo XVII, Ð"©poca em que todavÐ"­a, nÐ"Јo se havia estabelecido a divisÐ"Јo rÐ"­gida e taxativa entre as artes e as ciÐ"Єncias que conhecemos na atualidade.

Quanto Ð" terminologia EstÐ"©tica, pudemos constatar, por intermÐ"©dio de Bastos (1980), que Alexander Baumgarten no sÐ"©culo XVIII Ð'« foi quem primeiro empregou o termo, na sua tese de doutorado, em 1735. Contudo, Ð"© em sua obra intitulada exatamente Aesthetica, publicada em Latim entre 1750 e 1758, que aparece de maneira sistemÐ"ÐŽtica uma doutrina do Belo e das suas manifestaÐ"§Ð"µes atravÐ"©s da Arte, tida por ciÐ"Єncia oposta Ð" LÐ"Ñ-gica Ð'» (BASTOS, 1980 : 14).

O significado etimolÐ"Ñ-gico desta palavra, de origem grega, corresponde aproximadamente a percepcÐ"§Ð"Јo . O objetivo de Baumgarten era fundar uma disciplina destinada a estudar a percepÐ"§Ð"Јo de todo tipo de imagens. Argumentava que as atitudes suscitadas em contato com as obras de arte tem um carÐ"ÐŽter exclusivo, nÐ"Јo precisamente racional, jÐ"ÐŽ que a beleza e a perfeiÐ"§Ð"Јo que encontramos nas obras artÐ"­sticas nÐ"Јo se radicam em conceitos ou constructos lÐ"Ñ-gicos do tipo cognitivo-instrumental, e sim em impressÐ"µes do tipo sensorial, em certa medida inefÐ"ÐŽveis.

A apropriaÐ"§Ð"Јo crÐ"­tica da razÐ"Јo, de um elemento essencialmente sensÐ"­vel Ð"© criticada por Eagleton, pois, para este autor, Baumgarten abre em sua obra Ð'« num gesto inovador, todo o terreno da sensaÐ"§Ð"Јo, ele o abre exatamente para a colonizaÐ"§Ð"Јo da razÐ"Јo Ð'» (EAGLETON, 1990 : 18).

Desta manera, ao introduzir no estudo Ð'« cientÐ"­fico Ð'» da arte o dualismo constructo intellectual

vs impressÐ"Јo sensorial Baumgarten deu origem Ð" estÐ"©tica como disciplina teÐ"Ñ-rica. NÐ"Јo Ð"© possÐ"­vel estimar, a respeito da apariÐ"§Ð"Јo das obras de arte primitivas, a partir de qual momento o pensamento teÐ"Ñ-rico comeÐ"§ou a toma-las como objeto de sua preocupaÐ"§Ð"µes. PorÐ"©m, ainda que nÐ"Јo se tenha claramente esta origem, Ð"© possÐ"­vel indicar que a apariÐ"§Ð"Јo tardia de uma disciplina reflexiva destinada a arte parece obedecer mais a uma preocupaÐ"§Ð"Јo da modernidade (Ð"©poca en que aparece a estÐ"©tica como disciplina), que a um reclamo explÐ"­cito lanÐ"§ado pelos artistas mesmo pelos espectadores.

Em outras palabras, o carÐ"ÐŽcter acessÐ"Ñ-rio da estÐ"©tica com respeito a arte propriamente dita nÐ"Јo parece ser motivo de controvÐ"©rsias, porÐ"©m seus objetivos dependem,

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